3.5.06

VIRTUAL
REAL
PRESENCIAL

Ontem o CEDOC teve o prazer de receber dois novos amigos e parceiros! Mário e Adriana conheceram o CEDOC através das comunidade dos ORKUT relacionadas ao HIV/AIDS e vieram conhecer de perto o trabalho!

Caso você queria conhecer nosso trabalho pessoalmente escreva para cedocteen@terra.com.br!

6 comentários:

usuario disse...

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

Anônimo disse...

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

Anônimo disse...

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br
FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br
FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br
asas

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br 1221

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br
FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br
FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br
asas

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

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Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

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Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

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Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



posted by cedoc @ 5:35 AM 3 comments

Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

posted by cedoc @ 4:03 AM 5 comments

Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

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Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

FOLHA DE SÃO PAULO
FOLHATEEN
10 de abril de 2006
Contra o preconceito

Jovens que nasceram com o HIV contam que têm um cotidiano normal, mas lutam para enfrentar a intolerância ALESSANDRA KORMANN COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

A Aids foi descoberta há 25 anos. Hoje, pela primeira vez, uma geração de pessoas que nasceu com o HIV chega à adolescência e ao início da vida adulta. Quando a epidemia começou, as crianças que nasciam com o HIV, transmitido pela mãe, não viviam mais do que cinco anos. Já em meados dos anos 90, essa história mudou: novos remédios e tratamentos melhoraram a qualidade de vida dos soropositivos e transformaram a Aids em uma doença crônica, mas que pode ser controlada. Nem por isso, entretanto, deixou de ser uma enfermidade grave e fatal.Mas, como é o dia-a-dia de quem tem o vírus?
O Folhateen conversou com alguns desses adolescentes, que falaram um pouco de como são os relacionamentos com os amigos, a família e os parceiros, dos cuidados médicos que precisam tomar e do que consideram o principal problema enfrentado no cotidiano, o preconceito."Eu namoro, vou a baladas, trabalho, vou à escola, faço cursos. Não deixo de fazer nada por causa do HIV. Quando quero algo, luto. Só tenho mais responsabilidades, alguns cuidados, mas nada que me faça sentir diferente dos outros jovens", conta Nicole, 17, que pegou o HIV da mãe quando nasceu (a chamada transmissão vertical).
Em um encontro organizado pelo Unicef no ano passado, jovens soropositivos de todo Brasil definiram como sendo temas de sua adolescência namoro, rebeldia, diversão, alegria, sexo, primeiras vezes, descoberta, mudança, aventura etc. Ou seja, muito provavelmente os mesmos itens que seriam citados em um encontro com jovens não-soropositivos. Mas, quando a pergunta foi: "Ser adolescente com HIV tem a ver com", as respostas foram: preconceito, luta, força de vontade, coragem, apoio, responsabilidade, segredo etc.
Quer dizer, vida normal, mas com mais dificuldades."Nunca ninguém antes na história passou a adolescência com um vírus que é transmitido pelo sexo, justamente na fase da descoberta do corpo, da sexualidade, da socialização. Todas essas sensações típicas da adolescência passam a ser condicionadas por um vírus, o que gera uma vulnerabilidade muito grande", diz o oficial de projetos do Unicef Mario Volpi, que ajudou a organizar os encontros.Para os jovens, o preconceito é o pior dos problemas.
"Uma garota ficou sabendo que a outra tinha HIV e não quis mais um pedaço do lanche dela", conta Tânia, 16, que participa de um projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto com dez jovens -seis soropositivos e quatro não. "Já ouvi também a história de uma professora que contou que uma aluna nova tinha HIV e, no dia seguinte, os pais dos outros alunos foram lá pedir para que ela fosse expulsa da escola."
A falta de informação é um dos principais responsáveis pelo preconceito. "Saber que um amigo tem HIV gera impacto no grupo. Rola uma neura, um medo meio irracional de pegar a doença. Às vezes a pessoa precisa conviver com alguém soropositivo para ver que alguns medos são absurdos, que o vírus não é transmitido pelo ar, por beijo e abraço, por beber no mesmo copo etc.", diz Jairo Bouer, psiquiatra e colunista do Folhateen.
Outra dificuldade é o dilema de contar ou não contar para os outros. "Sei de um garoto que descobriu que a menina com quem ele estava ficando tinha HIV e espalhou para a escola inteira", conta Laura, 17, também do projeto do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, o Cedoc (Centro de Documentação sobre Adolescer Vivendo com o Vírus HIV)."A gente sente quando a pessoa está preparada ou não", diz Nicole. "Existem pessoas que aceitam bem e outras que são preconceituosas. Mas a maneira como reagem não me importa. Eu penso assim: se ela merecer minha amizade, vai me aceitar, mas, se não me aceitar, ela nunca mereceu a minha amizade, a minha atenção e a minha confiança", conclui.
A forma como os jovens sabem que têm o HIV também pode ser traumática. "Quando a pessoa fica sabendo muito tarde, joga a culpa nos pais, gera revolta", explica Adriano, 15. "Às vezes, a descoberta é aos poucos, os pais vão introduzindo em grupos que discutem o assunto", diz Ivan, 17.Katia, 18, começou a ficar desconfiada quando viu uma reportagem na TV sobre Aids, mostrando os mesmos remédios que ela tomava. Na época, ela tinha uns 10, 11 anos. "Perguntei para a minha médica, que confirmou e me explicou tudo."
Já Nicole soube na época em que o seriado "Malhação", da TV Globo, tinha uma personagem soropositiva. "Nunca pensei que aquela ficção seria tão real para mim", lembra. Quando a sua psicóloga achou que ela estava preparada, a sua mãe contou que ela tinha o vírus. "Não culpo a minha mãe. Se ela pudesse escolher, sei que não teria me passado. É o meu destino. Você deve ser feliz como você é. Ninguém é perfeito, todos têm um defeito. Sou muito feliz."Agora, ela está empenhada em lutar pelos direitos dos adolescentes que têm HIV.
Para isso, está criando um grupo de discussão na internet com o objetivo de formar uma rede nacional de jovens soropositivos (quem quiser participar, basta mandar um e-mail para cepac@cepac.org.br). "Quero trabalhar para o nosso crescimento e fortalecimento e buscar soluções para as nossas dificuldades. Estou empolgada, acredito que nos tornaremos protagonistas de nossas próprias histórias."
Para os especialistas, esse tipo de engajamento é muito importante. No Cedoc do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto, por exemplo, os jovens estão construindo um banco de dados sobre a adolescência com o HIV, que será colocado em um site. Por enquanto, o grupo tem um blog (http:/ /cedocjovem.blogspot.com). "Eles perdem a vergonha e dão um passo de auto-estima, de valorização. Aprendem muito, a pesquisar, a ler, a escrever profissionalmente. E fazem uma reflexão do que é viver com o HIV", afirma a educadora Ana Tereza Bonilha, coordenadora do Cedoc.
A partir deste ano, os encontros serão organizados pelas próprias instituições e apoiados pelo Unicef. O encontro estadual de São Paulo está previsto para junho e o nacional, para outubro (informações pelos tels. 0/xx/ 11/5084-0255 ou 3763-2159).

*Todos os nomes dos adolescentes entrevistados nesta reportagem foram trocados.

posted by cedoc @ 7:07 AM 6 comments

Monday, April 10, 2006


No dia 07 de abril - Dia Internacional da Saúde - os adolescentes que participam do CEDOC escreveram um texto com suas reflexões sobre o tema. Infelizmente por dificuldades de postagem no blogger ele está sendo publicado hoje.

Dia Mundial da Saúde
O Coração não é só um órgão

Atualmente podemos observar que a saúde não está sendo prioridade para o nosso governo do jeito que deveria ser, pois em alguns lugares não há remédio suficiente para a demanda do povo.

Nos postos de saúde está faltando um enorme número de médicos com isso o maior prejudicado é o povo.

Além disso, quando você marca uma consulta é preciso esperar no mínimo dois meses para ser atendido.

A situação da saúde está preocupante.

Mas saúde não é apenas o remédio e a doença. A discriminação aos doentes, a forma como são tratados pelos profissionais e pela população também são questões de saúde. Questões que afetam nosso coração, mas não o músculo, as artérias, etc e sim nossos sentimentos, nossa capacitade de reação, até nosso CD4 que sabemos é tão sensível à depressão.

A saúde dos adolescente é um ponto muito importante a ser citado, pois a cada dia está crescendo o número de jovens contaminados pelas DSTs, HIV/AIDS. A camisinha por mais que seja distribuída gratuitamente não está sendo um recurso usado pelos jovens, na verdade estão faltando estratégias para alcançar os jovens.

E não podemos esquecer que hoje é o dia INTERNACIONAL da saúde. Existem muitos países que não tem recurso algum para colocar em prática a prevenção, outros não admitem o uso da camisinha!

No Brasil o governo poderia fazer mais campanhas que retratassem mais a realidade com todas as suas partes (as tristes e as boas), claro para que a gente se comova mais com a triste, mas que não assuste ou gere preconceito. Deveria financiar mais ONGs, ouvir a necessidade do povo e aderir ao que precisam como prioridade.

A sociedade também tem sua parte! Deveria se manifestar um pouco mais fazendo reivindicações indo até o ministério da saúde, fazendo baixos assinados, pois a união faz a força!

Não devemos ficar só esperando o governo agir!



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Thursday, March 30, 2006

Consideramos importante mostrar a todos o artigo publicado pela Saber Viver.

No momento em que vivemos, que pouquíssimos profissionais de saúde informam seus pacientes sobre a Lipodistrofia e o debate público acaba ficando entre militantes é preciso divulgarmos ao máximo essa problemática. É direito de todo adolescente saber que existe lipodistrofia e quais as formas de combatê-la. Esconder isso com o discurso de manter à adesão ao medicamento é gerar no jovem a busca de alternativas não negociadas e muitas vezes prejudiciais (como o uso de "bomba") para algo que não sabe o nome, mas percebe em seu corpo.

A verdade é sempre o melhor caminho de tratarmos da nossa própria saúde e da de outra pessoa.

Quando a lipodistrofia é enfrentada de frente pode-se construir alternativas para a redução de seus efeitos até que um dia possamos eliminá-la.



Cedoc



"O PAPEL DO NUTRICIONISTA NO COMBATE À LIPODISTROFIA E À DISLIPIDEMIA

As alterações metabólicas e as mudanças na distribuição de gordura corporal, que caracterizam a lipodistrofia, podem ser controladas, ou ao menos minimizadas, com uma boa dose de atividade física associada à alimentação adequada. Entretanto, o ideal é que o paciente possa contar com profissionais capacitados para orientá-lo. Neste sentido, a atuação do profissional de nutrição é fundamental. “Com a lipodistrofia, o papel do nutricionista tem sido cada vez mais importante dentro do conceito de atendimento multidisciplinar ao portador do HIV/aids”, afirma Marlete Pereira da Silva, nutricionista do Hospital Clementino Fraga Filho da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).Colesterol e triglicéridesAlgumas mudanças na alimentação são essenciais para reduzir as taxas de colesterol e triglicérides e podem evitar a utilização de medicamentos para este fim. De acordo com Marlete, a primeira medida que seus pacientes precisam seguir para baixar os triglicérides é cortar o açúcar simples.A segunda é evitar massas e pães em excesso. Para reduzir o colesterol, a receita é evitar frituras, carnes gordas, frutos do mar, vísceras, miúdos e gema de ovo. "Estimular o paciente a incluir em sua dieta diária frutas, verduras e legumes é uma atitude importante. Estes alimentos, ricos em vitaminas, sais minerais e fibras, contribuem para a saúde de um modogeral e ajudam a eliminar a gordura do organismo", explica Marlete. “Além disso, uma outra boa recomendação é a ingestão de no mínimo 2,5 litros de líquido por dia (preferencialmente água, chás e sucos de frutas frescas)”.Reposição de energiaAqueles que praticam atividades físicas também podem lucrar com a ajuda de um nutricionista, que vai adequar sua dieta a um gasto energético maior. "Uma alimentação apropriada pode compensar a energia despendida”, observa Marlete. "Se necessário, suplementos dietéticos e líquidos para a reposição de hidroeletrolítico podem ser incluídos", diz ela, ressaltando que as dietas devemser individualizadas, pois cada paciente tem suas próprias características.Anabolizantes e suplementosDe acordo com Marlete, o uso de anabolizantes pode trazer danos ao fígado e disfunções sexuais. Os suplementos à base de creatina podem afetar os rins e causar problemas gastrointestinais. “Estes medicamentos só devem ser utilizados sob a orientação adequada", alerta a nutricionista.

Fonte: Revista Saber Viver"

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Thursday, March 23, 2006

Estamos levantando as razões pelas quais os adolescentes, mesmo com informação não utilizam preservativos.


Nas conversas com outros adolescentes, pensando nas nossas experiências e de amigos percebemos que existem diversas dificuldades...

Vamos citar algumas que já encontramos:

- Muitos garotos falam que aperta, que tira o prazer, que na hora H não dá para parar, pois dizem que perde todo o clima de prazer.

Para esses vale a reposta de que na hora da pegação na balada, com os dois roupa (a menina de calcinha e calça e o cara de cueca e calça) a coisa esquenta para valer. Então como pode na hora da transa, já sem roupa, só a camisinha tirar o prazer?

- Algumas garotas querem engravidar do namorado, “para segurá-lo”, e convencê-lo a não usar camisinha.

É ainda tem isso... engravidar é gerar outra vida, tem que ter responsabilidade para isso... é uma outra pessoa que virá ao mundo e você será a mãe dela.. isso não segura ninguém, ao contrário se o cara percebe que você tinha essa intenção ele vai é ficar com raiva.

- Muitos têm vergonha de comprar, tem medo de que os amigos vejam, pois eles vão zoar muito, por isso quem compra, na maioria das vezes, não leva consigo, mas fazer sexo não é combinado, acontece, e quando acontece, a pessoa não tem camisinha e faz sem mesmo.


Esse é um grande problema porque depende de todo mundo... do cara que vende na farmácia ao colega de classe... um jeito que está sendo pensado pelo governo é fornecer camisinha nas escolas... no começo pode ser que todo mundo comece a zoar, mas podem acostumar de levar de boa... o problema maior é que ainda tem muito machismo... se a menina leva a camisinha já chamam de galinha enquanto o menino pode andar com camisinha tranquilo que não acontece nada... mesmo com os pais funciona assim... A gente aconselha a ter sempre um monte de camisinha na sua casa, fala para os pais que é por causa da escola, de aprender prevenção e tal, eles vão se acostumando e passa a ser mais normal.

Não tenham vergonha de se prevenir, façam sexo seguro, USE CAMISINHA, é muito fácil o acesso à ela, através de postos de saúde, farmácias, enfim, na hora H lembre-se que o que está em jogo é seu corpo, é a sua vida.

Você concorda com essas dificuldades que abordamos no nosso texto? Tem alguma coisa a acrescentar, comentar, entre em contato.

posted by cedoc @ 11:42 AM 2 comments



Muitos jornalistas procuram adolescentes que vivem com o vírus HIV para entrevistas. Pesquisamos e relfetimos sobre esse assunto para produzir o texto abaixo.





COMO QUEREMOS SER ENTREVISTADOS

*Não gostamos do começo de todas as entrevistas, com a pergunta: como é ter o vírus?
Por que é hiper normal ter o vírus.

*Antes de entrevistar deveriam saber bem do assunto, pra não dar nenhuma mancada.

*Devem desviar um pouco do tema, par dar uma descontraída.

*Não devem tentar ser engraçados com questões serias.

*Mas não sejam o tempo todo sérios, pois a entrevista é com adolescentes.

*Procure conhecer um pouco o adolescente, se apresentando e perguntando da vida dele.

*Mas não perguntas constrangedoras, perguntas simples como:
O que quer ser quando crescer?
Quer ter filhos?
Quer se casar?
E muitas outras coisas.

*Com isso a entrevista ficara muito mais agradável.

posted by cedoc @ 11:32 AM 4 comments















Olá pessoal...

Eu me chamo Mayara, participo do Centro de Documentação (CEDOC), sobre adolescer com o vírus hiv, que é dividido em vários temas, e eu escolhi o tema medicação, por acreditar que um dia acharão a cura para esse vírus.

No começo eu não sabia quase nada sobre o assunto, mas hoje já descobri muitas coisas, e uma delas é que, as pesquisas sobre medicação estão evoluindo, por esse motivo acredito que um dia acharão a cura.E por esse motivo, também, é que as pessoas não devem, nunca, desistir de sua vida, pois tudo tem solução.

Hoje em dia, existem vários remédios que fazem com que as pessoas vivam normalmente, por muito tempo...Se quiserem saber mais sobre este assunto, bater um papo, dar opiniões, entre em contato comigo.

E-mail: mayaracedoc@terra.com.br

posted by cedoc @ 10:17 AM 5 comments















Oi gente....

Meu nome é Igor, faço parte do Cedoc: Centro de Documentação sobre Adoecer com o Vírus hiv/aids.Meu tema de pesquisa é Revelação que consiste em revelar o diagnóstico ao paciente... ou os pais revelarem aos seus filhos sobre a doença .

Então, meu objetivo é encontrar pessoas que já passaram por algum tipo dessas revelações para entender qual a melhor disso acontecer.

Caso você já tenha tido essa experiência, gostaria de pedir que me mandasse um e-mail contado como foi, não vou revelar o nome de ninguém na minha pesquisa, só quero entender como foi para cada um para pensarmos em formas disso ser feito de maneira mais legal.

Meu e-mail é igorcedoc@terra.com.br

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